0

Ideias + Dedos + Teclado + Word = Engarrafamento de Pensamentos

Basicamente tem sido a história da minha vida nos últimos tempos. Posso dizer que nunca fui uma criança muito criativa, mas a minha imaginação era por si. Quantas vezes (lembrei-me disso agora!) eu desligava a TV, corria para o quarto e abria e fechava gavetas, mexia em papéis amarelados, como se eu fizesse parte de algum grupo prestes a fazer a maior descoberta do mundo, ou até acabar com uma “máfia”. Aos seis anos, meu sonho era derrotar o chefão do Sonic, vulgo Dr. Robotinik, e até imaginava acabar com a “indústria” dele ao lado do Sonic. Sim, isso é verdade.

Mas então a gente cresce.

Comecei a ler diversos livros, não aqueles modinha, não me julguem, mas não li “Crepúsculo”, por exemplo, as histórias de grandes escritores sempre me chamaram mais atenção, como José de Alencar e Jane Austen.

Foi escrevendo fanfictions, melhorando aos poucos, mesmo que lentamente, tive a coragem de criar meus próprios personagens. Mas, personagens aos 15 anos? Sem uma única experiência? Abandonei.

Recentemente, a minha personagem adolescente me pegou novamente, mudei um pouco e botei ela em uma radionovela da faculdade. Não sei quando eu ouvirei a voz dela, mas também de outros personagens que eu criei “na marra” da minha mente, que comecei a ter zilhões de ideias. De certa forma, agiram como um “empurrão” para criar duas novas histórias, pelo menos (adivinhem: paradas).

Algumas pessoas dizem que as personagens que escrevemos são um pouco do nosso alter-ego, às vezes eu não acho isso. Confesso que quando se escreve uma fanfiction, você tem um caráter pré-feito da personagem, na qual te permite fazer o mínimo de mudança. Já em uma história isso é totalmente diferente.

Quando “criei”, “dei nomes”, “comida” e “linhas” para as personagens criadas por mim, não pensei nas minha personalidade, pode ter um pouco, claro, afinal nasceram da minha cabeça, mas sim em algo que eu gostaria de ter vivido. É isso, eu escrevo aventuras, histórias de amor, das quais eu gostaria de viver.

Mas eu quero viver tanta coisa… Pois é, tenho que organizar em um bloquinho meus pensamentos.

1

Ou papel, caneta e um blog, ou…

Tudo começou quando eu excluí o meu antigo blog. Apesar do anterior estar comigo desde os meus 15 anos, vi e li muitas coisas que me deixei levar pelo momento, ou simplesmente para ter acesso (ainda bem que era um blog ruim).

Já criei blog que era um diário, mas para quê ficar contando da minha vida (nada) interessante para as pessoas na internet? Porém, criar um blog me ajudou a melhorar a minha escrita, e pelo menos crescer um pouco.

Não sou uma boa formadora de opiniões, geralmente sou de fácil persuasão. Se eu acho uma coisa “A”, e a pessoa vem e acha que uma coisa é “B”, e se principalmente ela tiver um argumento muito bom, posso repensar nesse propósito. E ainda bem que eu estudo jornalismo e ainda bem que os professores nos ensinam a ouvir os dois lados.

Criei esse blog de uma forma bem despretensiosa, pode ficar tranquilo que não penso, no momento, escrever algo muito polêmico, talvez uma ou outra coisa que me acomete, uma leve inspiração, um pensamento que achei bonito, um pouco de drama…

Ainda tenho 19 anos e faltam poucos meses para completar duas décadas. Tenho carta de motorista, mas não dirijo, ando de ônibus, faço estágio e diferentemente do que as pessoas pensam que quem cria blog tem tempo, eu não tenho, mas arrumei um para criá-lo. Também tenho um programa na webradio de minha faculdade. Ah, e meus dramas amorosos às vezes eu conto em outro blog, que com mais quatro amigas falamos sobre todas as coisas: o Paráfrase do Amor.

Um próximo post, quem sabe quando a inspiração bater a minha porta.