CRÔNICAS DE UMA ESTAGIÁRIA EM APUROS (ED. 3)

Por uma boa causa

Quando começamos em uma nova profissão, nunca sabemos se vamos conseguir fazer algo notável. Como no jornalismo, nunca sabemos se nossas palavras, sejam elas faladas, escritas ou interpretadas, possam mudar o mundo. Sim, elas podem.

A história de hoje foi algo que passei agora pouco, cerca de duas horas, quando uma pessoa veio me comprovar: suas palavras podem sim abrir portas.

Mas voltando um pouco atrás na história de quando eu começava a entender um pouco mais do jornalismo, às vezes pensava: ‘quantas pessoas devem levar a sério o que escrevemos? Pouquíssimas’.  Nos últimos tempos muitas ligavam para reclamar de buraco, de terreno baldio com mato e bichos, mas nunca ligavam para agradecer. Às vezes, as ‘denúncias’ se repetiam mais de uma vez por semana, em locais próximos, que a minha editora até barrava.

Um dia tudo mudou. Uma pessoa muito batalhadora e quem eu admiro até hoje, me procurou primeiramente para fazer uma reportagem para repor a doação de sangue no Hemonúcleo, por conta de seu sobrinho ter usado para o tratamento de um tipo raro de câncer. Fiz a matéria e em menos de uma semana mais de 70% do estoque estava reposto no local.

Essa foi a primeira vez eu que percebi a força de nossas palavras, principalmente para um local em que, pelo menos uma vez por mês, as responsáveis pelo Hemonúcleo ligavam pedindo para fazer uma matéria e conscientizar o público a doar sangue, pois os estoques estavam abaixo do normal.

E hoje, um amigo meu da faculdade, me procurou no corredor da informática e agradecer por uma reportagem cultural publicada há uma semana. Sim, me lembro muito bem dela: um senhor autodidata que fazia obras de surrealismo. Graças a publicação, ele garantiu mais três exposições. Fiquei tão feliz quanto o expositor, admito.

Mais uma vez, são essas coisas que nos fazem acreditar nas palavras. Que as pessoas leem sim. E não sei se vocês leem meu blog, mas se quiserem visitar a exposição, deem um pulo no Sesi de São José do Rio Preto. E para doar sangue, procure o hemonúcleo mais próximo, isso inclusive, eu também tenho que fazer a minha doação.

Até a próxima.

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