Crônicas de uma estagiária em apuros (ed. 2)

Se aventurando pela Política

Ser estagiária é sinônimo de: escrever sobre cultura.

Mesmo agora, que eu “subi na vida”, mas não troquei de computador, sempre estou fazendo bastante coisa de cultura (e olha que eu tenho boas fontes. PS.: fonte = matérias boas). Hoje, como alguns dias esporádicos, tive muito o que escrever, pois se eu não estou escrevendo sobre cultura, acabo falando de educação. Porém, chegou um convite para fazer uma matéria de política, mas pelo horário, os outros jornalistas já tinham um horário e eu, estava na boa. Topei.

“Eu vou chefe”. Minha chefe me olha até um pouco desacreditada, mas acho legal assim, a vontade desafiadora me toma… E o medo também, pois, o que é política?

Confesso que já tive um sério problema com política. Quando criança, ficava muito brava quando um amiguinho que falava errado ou quando o cosplay do Nosferatu invadia a minha tarde e atrapalhava a minha programação de assistir algum desenho ou alguma série. Era ódio mortal.

Aos 16 anos votei para presidente, o que me fez sentar na frente da TV e acompanhar as propostas dos candidatos. Criticamente, nenhum merecia o meu voto. Propostas repetitivas, problemas repetitivos, ataques repetitivos. E os números também. Até que eu tinha um pequeno entusiasmo, como se a conhecida carteirinha verde que tinha em mãos, poderia mudar o mundo.

Hoje, eu já sou bem avessa, sou muito mais votar nulo do que me arrepender de ter votado em alguém. Pois, dos favoritos, nenhum salva, desde o envolvimento com corrupção à ligações com candidatos duvidosos (diria eu, perigosos).

Mas voltando ao desafio desafiantemente desafiador. Estava eu, naquela pequena porta espelhada, entrei em uma pequena saleta. De imprensa, apenas eu (cof, cof) e uma repórter do canal local.

Após as apresentações, eles ficaram abertos as perguntas. Meu Deus, a menina do meu lado era formada, FALA CRIATURA! Ela não falou, foi aí que a garganta seca fez presença. Aquele silêncio dramático, abriu um novo debate: o objetivo do partido, que aprofundou no objetivo do partido e por fim, era o objetivo do partido.

Mas é claro, como todo estagiário, sempre tem aquele miquinho que pagamos, como o All Star que não poderia ser usado nesse dia, não saber o nome das pessoas ali e errar o número dos membros da comissão (acho que fiquei até vermelha).

Meme explica o momento em que eu escrevia a matéria

Meme explica o momento em que eu escrevia a matéria

Ainda bem que eu consegui garantir pelo menos uma lauda dessa “loucura” de fazer política.

Até a próxima!

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