Crônicas de uma estagiária em apuros (1ª ed.)

Tem aqueles dias que o destino resolve trabalhar na ironia com você. Quando você pensa que já passou por tudo, vem a secretária da recepção para te avisar que alguém quer falar com o repórter. Ou é uma denúncia ou é um leitor insatisfeito com algo. Às vezes, acham que jornalista é um tipo de deus grego que pode mudar tudo, mas não é bem assim. 

Trabalhar em uma redação de um jornal diário é aprendizagem todo o dia. Com quem falar? O que perguntar? Como abordar? Como deixar seu texto mais atrativo? Enfim, mas sempre há um espaço para um pouco de diversão.

Fazer reportagens de rua é outra aprendizagem, pois você conhece pessoas, e até um pouco das histórias delas. 2014 começou há pouco mais de duas semanas e a minha primeira pauta de rua também. E conheci uma senhorinha simpática e contadora histórias, até aí, outro ponto positivo.

Porém, seu sexto sentido ou por meio de uma leitura de mente, ela descobriu que o meu objetivo era desencalhar e… sim, desceu uma luz casamenteira nesta senhora, que não sei como eu consegui escapar com um caderninho, câmera e celular em mãos (às vezes acho que é muita coisa para poucas mãos).

Mas como essas personagens vimos uma vez na vida, não me atentei a esse fato até essa manhã, quando recebi a tal ligação da secretária avisando que tinha alguém me esperando. Me esperando? Quem? O que eu fiz?

Descendo as escadas pensei em como eu me desviaria de um tapa ou puxão de orelha, se pulava pelo balcão da recepção no maior estilo de filme de ação. Não, longe demais!

Voltando ao mundo real, encontrei a senhora casamenteira, exatos 15 dias após a proposta surreal feita em um sábado de muito calor e música alta, estava ela, acompanhada com o “pretendente” que ela achou ser a pessoa certa para mim. Em outras palavras: o filho dela.

A situação só não ficou mais constrangedora do que estava naquele momento, pois fiquei chocada, sem palavras. O encontro também não passou de cinco minutos, pois como todo mundo imagina, seria estranho ele querer da minha vida ali, parada e que estava sendo quase emparedada pelos dois em uma recepção, na qual pessoas entram e sai para anunciar em classificados.

Por um lado, acho que a crônica termina por aqui, mas por outro, isso pode dar muitas linhas de histórias nesse blog.

Até a próxima!

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