0

Isa, eu sou seu crush (E-book)

CAPA

Essa é a capa do meu novo livro (Capa: Ariane Godoi)

Há algum tempo eu comecei a escrever para a internet. Na realidade, escrevo desde os meus 14 anos, quando comecei no Orkut com fanfictions. Mas desde 2015 que conheci o Wattpad, e nele comecei a compartilhar histórias originais.

Em março desse ano, escrevi um pequeno conto chamado “Isa, eu sou seu crush”, e teve um reconhecimento estrondoso, não igual a grandes autores que conquistam milhares de leitores, mas foi (e até continua sendo) uma obra muito reconhecida por leitores novos.

O ano de 2016 não acabou (principalmente agosto) e eu decidi levá-lo para Amazon. Mas, não do jeito que estava no Wattpad. Revisei, reescrevi, tem novos trechos, os personagens cresceram e ele está agora em e-book na Amazon.

Isso mesmo! Na Amazon!

A história narra a saga de Pedro, Artur e Henrique ao descobrirem que Isadora, a melhor amiga deles, está apaixonada por um deles depois de deixar que um bilhete falando sobre sua paixão secreta cair no chão da sala de aula.

Conversa teste

A conversa personalizada você pode ler no e-book (Ariane Godoi)

O legal é que eles criam até um grupo para terem suas teorias sobre qual é o crush da Isa. E nela podemos até gerar alguma torcida!

É uma leitura voltada para adolescentes, com muito humor, sem contar o romantismo, que acredito estar na dose certa para histórias de ficção adolescentes. Aqui lidamos com amigos sensíveis e ao mesmo tempo curiosos para saber por quem Isadora está apaixonada. E gera até algumas teorias de que talvez ela nem pense neles dessa maneira. (Opa, não posso ficar passando muito spoiler…)

Também falo muito sobre o preço da amizade. Até onde vai a amizade verdadeira para tentar descobrir um segredo da melhor amiga? Sabe, até então, esse bilhete é um segredo na qual Isadora está tentando esconder, e os amigos precisam entender que é um espaço que eles estão tomando mais do que o esperado.

Sem delongas, o livro de apenas 74 páginas está por R$ 2,99. Ou seja, amigos, é uma pechincha, não é? Mas, também estou com promoções programadas para todo mês para tirar o livro de graça e ler.

O melhor que além de estar me ajudando, você também estará popularizando a literatura nacional, que, acreditem pessoal, precisa ser muito reconhecida. Leio grandes autoras que escrevem obras realmente dignas de best-seller e estão na Amazon, como a Carol Moura, Dira Arrais e Tânia Picon.

ISA EU SOU O SEU CRUSH - PROMOGRATUITA

Dos dias 1 a 5 de todo o mês você pode baixar o livro de graça no seu celular, tablet ou computador. Basta baixar o aplicativo Kindle no dispositivo móvel ou o programa de leitura no seu computador. (Imagem Ariane Godoi)

Ah, antes que eu me esqueça. Se você não tem o aplicativo no seu dispositivo móvel instalado. Além de ser muito simples de instalar, você ganha um cupom de R$ 10 para poder gastar com qualquer e-book. Lembrando que o meu só custa R$ 2,99, tem como você escolher outras obras para ler em seu celular ou tablet.

Você pode comprar diretamente aqui.

SINOPSE:

Isadora tem como melhores amigos Pedro, Henrique e Artur, o que é um pouco incomum para uma garota em pleno final do ensino médio. Com tantos anos de amizade é natural surgir certas paixonites, ou crushes, Isadora não esperava seu coração bater mais forte justamente dentro de seu grupo de amigos. Era preciso manter segredo. Mais precisamente, em um bolsinho de uma mochila velha.

E o que os meninos fariam se soubessem que sua melhor amiga tinha um crush por um deles? Tudo. Principalmente para tentar descobrir por qual deles ela realmente era apaixonada. E vale arriscar: ser sensível, ser compreensível e, principalmente, convencido de que ela o escolheu.

Façam suas apostas: Henrique, Pedro e Artur precisam provar a si mesmos que têm o amor de Isadora. E se um deles é realmente merecedor dele.

0

A pequena morte de Eleanor Rigby

Olho para trás.

Não posso. Não consigo.

Não resisto.

Lamento, é inevitável.

Olho para dentro de mim. Me sinto volúvel. E vazia. Outro lamento. Que frustração.

Enquanto caminho pelo meu destino. O mesmo destino que me foi traçado ainda no berço, não pude evitar. Às vezes, eu desvio, mas na maioria delas, eu volto. Sem saber se poderia ou não. Se quisesse ou não. Já havia saído.

Me isolo. Outro fator inevitável. Seguro uma lágrima e a garganta dói, se revira querendo gritar, querendo explodir. Me coloco à disposição dos meus sentimentos, como se eu não pudesse mais resistir a eles.

Minhas emoções. Ah, minhas emoções. Elas estão nubladas, assim como a minha mente.

Ando e subo mais alto. Pensei que não chegaria até ali. Há lembranças boas, mas quem se lembra quando as mais tristes se voltam?

Se revoltam.

Sou dominada.

Não quero lembrar. Não quero sentir. Não quero chorar. Não quero calar, não consigo sair.

Extravasar.

A teimosa lágrima sai, enquanto sinto o meu pé dançando e aproveitando o vento em sua sola.

O ar.

Leve. 

O ar leve, limpo e sem responsabilidades de segurar entre elas um destino. Uma vida. Meu corpo não aguentaria, mas a minha alma, isso sim, o ar aguenta.

Ah, a alma.

Minha alma.

Minha alma leve, límpida e sem o peso do meu corpo.

Fecho os olhos como se fechassem as cortinas de um teatro ao final do espetáculo. Abro os braços, como se fosse um pequeno pássaro filhote ansioso em alçar o seu primeiro voo para a vida.

Respiro fundo.

Tão fundo como se me preparasse para mergulhar, assim como um atleta pronto para seu salto contra a macia água sem fim.

Solto o peso do meu corpo.

Sinto a leveza da minha alma.

Calo.

A mente.

Sai o peso.

Sai o nublado.

Eleanor Rigby.

 

0

No pé da escada

“Achava curioso as veias da mão dela saltadas e um ferimento de uma agulha que ela carregava há anos”

Ela já estava magrinha e os cabelinhos brancos. A gente costumava a conversar sempre. Lembro quando pegava uma caixa antiga dela cheia de papéis e fotos, e ela me contava a história de cada um: da irmã, do irmão, dos outros netos, dos sobrinhos. Eram fotos coloridas a canetinha ou então preto e branco.

Um dia nós estávamos sentada na escada de fora de casa. Ela era pequenininha e eu, com oito anos, já estava ficando maior que ela. Com os óculos bifocal, redondos, dava para perceber que era uma octogenária. Achava curioso as veias da mão dela saltadas e um ferimento de uma agulha que ela carregava há anos.

– Vó, me conta a história de quando a senhora conheceu o vô. – Pedi enquanto estava sentada ao lado dela na escada.

– Ele era muito bonito. Tinha um bigode bem feitinho e gostava de andar de terno e chapéu. – Ela disse saudosa. – Lembro que todas as moças viravam o rosto quando ele passava na praça. – E então imaginei os vestidos e cabelos dos anos 30. – Elas morriam de inveja porque eu namorava ele. – Ela disse com uma ponta de convencimento que me fez sorrir.

O meu pai passou pela gente e dei licença para ele passar.

– Fofocando, hein? – Ele disse brincalhão.

***

A escada ainda existe, a conversa não mais, mas ela ainda existe viva na minha memória.

Ontem vi a foto do meu avô na lápide… é vovó, a senhora não estava errada, ele era um rapaz bonito…

0

Crônicas de uma estagiária em apuros (Ed. 5)

O sorriso sincero

O dia mal havia começado, e logo me vi numa pauta em um hospital. Após a apuração, eu e o fotógrafo, ficamos esperando o carro. Nesses momentos, costumo observar as coisas ao meu redor.

Onde ficamos, vi diversos tipos de pessoas: altas, baixas, crianças, adultos e idosos. Com cada tipo limitação – que a sociedade impõe – mas tentando conquistar o espaço deles com o esforço próprio.

Por um momento, uma cena capturou a minha atenção. Sempre imaginamos diversas situações em um hospital, mas o que o pai ou uma mãe pensam quando o próprio filho está internado? Que ele volte para casa, claro.

Imagino ser difícil ver o filho deitado em uma cama sem poder aproveitar o sol lá fora, ou os desenhos e brinquedos no quarto.

A cena que flagrei, a criança estava deitada em uma ambulância. A satisfação no rosto do pai, não foi apenas sentar do seu lado. Ele o pegou no colo, olhou para ele e disse:

– Pronto para ir pra casa?

E antes que pudesse ouvir a resposta do filho, o motorista da ambulância fechou a porta.

Mas sabe o que realmente iluminou o meu dia? Nos milésimos de segundos antes de fechar a porta para essa família que desconheço, o menino esboçou um sorriso. O “sim” em sorriso que o pai dele queria ouvir.

Com certeza, a esta hora ele deve estar descansando na sua cama, no seu quarto, e amanhã vai levantar, talvez pegar um carrinho ou uma bola, e brincar. Ser feliz. Ser criança.

No meu pensamento, que se um dia ele voltar para o hospital, que seja do outro lado, do que salva vidas, e que entenda quando um pai ou uma mãe tenha que deixar um filho no hospital. Afinal, ele já foi um pequeno paciente.

0

Crônicas de uma estagiária em apuros (ed. 4)

O Barão

Hoje de manhã acordei exausta, parece que feriado prolongado aumenta a preguiça, mas final de ano é um pouco estressante. Dias como esses não costumam ser bons, inclusive se for segunda-feira. Fui rezando.

Talvez é aí que fui vendo que nem tudo está perdido, então, “vô lá na praça ver se encontro uns personagens por aí”. Fiz o meu caminho para casa para uma exposição. Em dois sentidos: meu caminho real e o caminho para o jornalismo que eu gosto, aquele que você fala com uma pessoa e ela abre um mundo totalmente novo para você.

Encontrei um senhorzinho barbudo, pouco mais de 80 anos, falador. Personagem que eu adoro e tenho mais um na minha memória, mas será para a próxima crônica.

Ele chegou de uma maneira simples, andando um pouco devagar, afinal, não é tão jovem. O que me chamou a atenção é que ele parou e logo comentou: “Lembro de quando trabalhei na Catedral, faz mais de 50 anos isso”. Isso logo me chamou a atenção, afinal, mal havia feito uma pergunta.

Andamos pelos 15 totens e sempre tinha uma história para contar a cada local, mas havia um que ele procurava e não se encontrava satisfeito. Por fim, não poderia deixar de saber o seu apelido. “Você sabe qual o meu apelido?”, apenas havia esquecido que sou péssima em charadas, logo que ele procurava uma moeda. Por fim, fiquei sabendo que ele era conhecido como “Barão”, e sua forma era indubitavelmente de um barão, sua barba branca longa, como dos grandes cafeeiros da região no início do século, já brancos, um pouco de barba para fazer, ele deu as costas. “Preciso voltar pra casa, tenho que almoçar e depois tirar um cochilo”.

Voltei para a redação, com ‘o dia salvo’ e uma nova história para guardar.

UPDATE: Para quem quiser ler a matéria onde aparece o “Barão”, fiquem a vontade: Projeto “Museu de Rua” relembra memórias de catanduvenses.

2

Do passado ao futuro, evoluímos?

Reprodução: Internet

Ontem completei 20 anos. Foi um dia muito especial e com muitas surpresas durante a semana que eu tenho certeza que nunca vou esquecer.

Foi um dia especial para alguns e outros com lembranças não tão boas, mas é como é aquela música: “some we win, some we loose” do Glee, do Journey. Pois é o fluxo da vida.

Há quatro anos, quando eu estava prestes a completar 17 anos, escrevi uma carta. Engraçado, ainda lembro do dia em que eu escrevia a carta, no meu computador que hoje eu uso pouco e no espaço em que eu escrevi, mas  já não existe.

Alguns pontos da carta fiquei assustada, pois nada mudou e outras, muito se mudou. Coisas que eu esqueci, coisas que eu aceitei e coisas que eu espero que aconteça. Minhas dúvidas sobre sentimentos, expectativas, pouco mudou. Resumindo: a evolução foi mínima de mim com 16 e eu agora com 20.

Os trechos que eu gostaria de compartilhar:

“Parabéns Ariane, você está completando vinte anos.

Você pode até achar loucura, ou vírus, mas você escreveu esta carta há quatro anos atrás quando viu num blog qualquer pela internet.

O que eu quero saber como vai a sua vida.

Já realizou algum sonho que você pensava em 2011? Ainda continua com a sua paixão real e aquela platônica? Escreve fanfics de Orgulho & Preconceito? Terminou sua coleção de “A Mediadora”? Tem todos os livros da Jane Austen? Tem muitos seguidores no Twitter? Tem muitos amigos no Facebook? O Orkut ainda existe aí em 2014? Começou a escrever a sua própria história?

[…]

E depois sobre o curso de Edificações. Muitas pessoas, mas alguns amigos. Será que essa amizade durará? Será que você está cursando Engenharia Civil, seguindo na área?

[…]

Ou jornalismo? Sua outra paixão?!

Agora para terminar essa carta: você está lendo em seu celular de última geração sentada num “Café” de esquina em frente ao Hyde Park? Em qualquer lugar da Londres? Em qualquer lugar da Europa? Num quartinho do alojamento da universidade? Ou no seu próprio quarto?

[…]

Parabéns Ariane do futuro… Beijos da Ariane do passado.

Será que sou madura, serei ou estou agora?”

Em resposta: Li a carta pelo celular mesmo. Realizei meu sonho: jornalismo. Esqueci de amores platônicos. Mas logo leio o meu próximo, aos 30 anos em um cafézinho de frente com o Hyde Park.

 

PS.: E para quem se interessar acesse o site FutureMe.org e  escreva uma carta para você mesmo.

0

CRÔNICAS DE UMA ESTAGIÁRIA EM APUROS (ED. 3)

Por uma boa causa

Quando começamos em uma nova profissão, nunca sabemos se vamos conseguir fazer algo notável. Como no jornalismo, nunca sabemos se nossas palavras, sejam elas faladas, escritas ou interpretadas, possam mudar o mundo. Sim, elas podem.

A história de hoje foi algo que passei agora pouco, cerca de duas horas, quando uma pessoa veio me comprovar: suas palavras podem sim abrir portas.

Mas voltando um pouco atrás na história de quando eu começava a entender um pouco mais do jornalismo, às vezes pensava: ‘quantas pessoas devem levar a sério o que escrevemos? Pouquíssimas’.  Nos últimos tempos muitas ligavam para reclamar de buraco, de terreno baldio com mato e bichos, mas nunca ligavam para agradecer. Às vezes, as ‘denúncias’ se repetiam mais de uma vez por semana, em locais próximos, que a minha editora até barrava.

Um dia tudo mudou. Uma pessoa muito batalhadora e quem eu admiro até hoje, me procurou primeiramente para fazer uma reportagem para repor a doação de sangue no Hemonúcleo, por conta de seu sobrinho ter usado para o tratamento de um tipo raro de câncer. Fiz a matéria e em menos de uma semana mais de 70% do estoque estava reposto no local.

Essa foi a primeira vez eu que percebi a força de nossas palavras, principalmente para um local em que, pelo menos uma vez por mês, as responsáveis pelo Hemonúcleo ligavam pedindo para fazer uma matéria e conscientizar o público a doar sangue, pois os estoques estavam abaixo do normal.

E hoje, um amigo meu da faculdade, me procurou no corredor da informática e agradecer por uma reportagem cultural publicada há uma semana. Sim, me lembro muito bem dela: um senhor autodidata que fazia obras de surrealismo. Graças a publicação, ele garantiu mais três exposições. Fiquei tão feliz quanto o expositor, admito.

Mais uma vez, são essas coisas que nos fazem acreditar nas palavras. Que as pessoas leem sim. E não sei se vocês leem meu blog, mas se quiserem visitar a exposição, deem um pulo no Sesi de São José do Rio Preto. E para doar sangue, procure o hemonúcleo mais próximo, isso inclusive, eu também tenho que fazer a minha doação.

Até a próxima.